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Sonhos possíveis ♪

Ainda que os sonhos sejam incertos, precisamos sonhar. Desde criança, deixava-me levar pelos compassos musicais que acalentavam a imaginação e se uniam às cores que me cercavam. Realmente, acreditava em um mundo mais alegre por meio dos sons. E ainda acredito. A vida segue desta forma, com várias trilhas sonoras. O mundo gira comigo e eu com ele. E não podia ser melhor, sem deixar de escutar o Rodrigo Soalheiro, meu primeiro professor de canto, para nunca deixar de cantar. E nem a Maria de Barros, a Vilma Bittencourt e o Alysson Takaki, que pacientemente me conduziram posteriormente no canto erudito e popular na Escola de Música de Brasília.
“Vamos sonhar juntos sonhos possíveis de realizar”, dizia o trecho de uma das 44 canções que ficou impregnado na minha mente, recitado há 13 anos em um curso de músicas infantis que participei em Brasília, quando era criança. Aquela experiência me marcou de uma forma muito doida. De modo estranho-sensível-eseilámaisoquê, a voz da solista que assess…
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Resposta do merecer

​É, a doçura pode ser lida nas palavras
Refletida nos sorrisos
Aqueles que abrigam e obrigam
Fazer parte do nosso paraíso

Encontro-me em ti
E, nos teus braços, ouso descansar
Para, algum dia, ​que não vai tardar
Sermos um mar

Gotas e gotas formam a vida
A minha e a tua Não mais divididas
E, sim, vívidas

Vivemos e ousamos ser
Reflexos de uma luz de sol
Que não tarda na tarde
Mas que se deixa ser amor.

Bárbara Fragoso

Sentido

Se eu me afasto de Deus, o mundo fica mais perto de mim. Tudo ao meu redor vai perdendo o sentido. Também perco os sentidos. A confusão interior toma conta. Os mais simples raciocínios ficam sem resposta, já que só possuem embasamento com a ajuda da visão sobrenatural. Os amores são confundidos com as enganadoras armadilhas das paixões, que inclusive não levam a nada e só deixam destroços, depois do tornado gerado. Os significados da vida e da morte ficam doloridos, sem perspectivas óbvias e à sombra de um labirinto realmente sem saída. A liberdade e a libertinagem são confundidas. A tal dona da razão quer ter razão em tudo. Fica a pergunta: para quê viemos ao mundo? Para sermos felizes? Em que consiste a felicidade? Quanto custa? Está ligada ao dinheiro e aos prazeres? Se eu for acreditar que o mundo é capaz de oferecer a verdadeira felicidade, nada mais fará sentido para mim. "Você tem que se aproximar de algo tanto quanto isso te aproxima de Deus e se afastar tanto quanto"…

Retorno

Muitas vezes, o retorno gira em torno das mudanças almáticas. 
Enquanto me encontro, giro palavras. 
O silêncio paira.
E nesse ar de encanto ouso buscar-me.
Ouço-me. 

Bárbara Fragoso