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Mostrando postagens de Setembro, 2010

Mergulhos e sussurros

Por: Bárbara Fragoso

Ela aguardava significados. O dono do misterioso objeto chegou e falou: "Você é aquela, que estava à espera?". Ela fez o gesto positivo. Confessou que estava curiosa em saber o que havia dentro do baú.

Finalmente, a tampa abriu-se. Ela mergulhou nas mais profundas águas. Bebeu da magia que lá havia. Ficou rodeada de sussurros, cores e risadas. Não mais saiu.



Grito dos pássaros

Por: Bárbara Fragoso

Estrelas, pássaros, silêncio
Em mim é um tormento
Barulho sem fim, eu sem mim
A vida em constante movimento

Se o tempo fosse meu parceiro
Ele não me deixava em desespero
E espero, sigo esse critério
A ventania passará...

Na minha cabeça permanecerá
O aqui e o agora
Que os meu erros do passado fiquem lá
O meu coração não mais se abalará

Quero que você,
Que tem todas as cores da aquarela
Pintasse a trilha mais bela
Sem mais espera

Que as lindas árvores frutíferas
Fiquem no solo que pisarei
Aguardo o seu traço
E, assim, sorrirei.

Sustos e sustenidos

Por:Bárbara Fragoso

Eu estou em todos os lugares. Em todas as almas.
Nas emoções. Nos batimentos do coração.

Estou na simples respiração. Estou no ar. Relento.
Eu nunca parei, estou em todos os tempos.

Posso ser silêncio. Uma simples melodia.
Não sou só a sinfonia. Sou vários acordes.

Posso te fazer chorar. Pular de alegria.
Posso te convencer. Meu significado é infindável.

Inacreditável. Incomparável.
Estou em tudo. Basta me ouvir.
Prazer, meu nome é MÚSICA! ♪

Mais que entender

Por: Bárbara Fragoso

A foto é única. Ela é como o tempo,
em constante movimento.
Penso que compreendo...
Como sou ingênuo. Nada entendo.

Será que nada entender é o grande segredo?
Assim como o vento,
Deixo o meu olhar
Ver a luz que há por dentro.

Remoto controle

Por: Bárbara Fragoso

Carros passam. Crianças correm.
Caneta na mão e pensamento longe
Sorrisos, folhas secas, um banco de dúvidas e incertezas

Como saber o que se quer?
Ainda não sei.
Se não quero, não sei.
Sei que nada sei.

Permaneço aqui,
No banco verde.
Só como o pássaro à minha frente,
Vendo o que só eu posso ver

Até uma gota caiu de repente
E eu não caí na real
Estou...
Pelo menos, acho que estou.

Gostaria que os ventos, que agora sopram,
Levassem tudo o que agora sinto
E, assim, eu poderia reconstruir.
Tudo recomeçar!

Dizem que há o instante, o recomeço.
Mas o começo não aparece.
Penso que não vou aguentar.
Nem vou me levantar

O meu coração acelera
A minha mente fica à espera
Tem uma dor remota
Ela não me conforta, muito menos suporta

Eu finjo que levo,
Mas nem considero.
Penso que supero
E nela me espero

Ficarei por aqui,
Onde nem eu me encontro,
Onde acho que tudo é loucura.
Loucura maior é viver

Ou é permanecer sentada,
Onde o que penso me abala?
E o meu ser escarra
A minha v…

Mensagem mandada em garrafa

Por: Bárbara Fragoso

Amarello Amarello
Menino do sapato amarelo
Que contagia com o seu traço belo
Debruça no tom mais sincero

Dia e noite, vales e sons
Não só ouço a sua melodia
Pode até parecer covardia
Permaneço em sintonia

A ele pertence a aquarela
As pinceladas mais belas
Viajante de risos e passos
Empresta abrigo. Espera.

O tempo pára, os pássaros voam
Eu canto o seu canto
Avisto de longe
Menino do sapato amarelo!