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Remoto controle

Por: Bárbara Fragoso

Carros passam. Crianças correm.
Caneta na mão e pensamento longe
Sorrisos, folhas secas, um banco de dúvidas e incertezas

Como saber o que se quer?
Ainda não sei.
Se não quero, não sei.
Sei que nada sei.

Permaneço aqui,
No banco verde.
Só como o pássaro à minha frente,
Vendo o que só eu posso ver

Até uma gota caiu de repente
E eu não caí na real
Estou...
Pelo menos, acho que estou.

Gostaria que os ventos, que agora sopram,
Levassem tudo o que agora sinto
E, assim, eu poderia reconstruir.
Tudo recomeçar!

Dizem que há o instante, o recomeço.
Mas o começo não aparece.
Penso que não vou aguentar.
Nem vou me levantar

O meu coração acelera
A minha mente fica à espera
Tem uma dor remota
Ela não me conforta, muito menos suporta

Eu finjo que levo,
Mas nem considero.
Penso que supero
E nela me espero

Ficarei por aqui,
Onde nem eu me encontro,
Onde acho que tudo é loucura.
Loucura maior é viver

Ou é permanecer sentada,
Onde o que penso me abala?
E o meu ser escarra
A minha voz se cala...

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