Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Novembro, 2010

Ao som da harpa

Por:Bárbara Fragoso

Hoje, eu quero ver o sorriso no rosto das crianças.

Vou ver a luz da manhã, que há muito eu não via.

Não deixarei de escrever palavras soltas.

Vou observar o que muitos não conseguem ver.

Eu vou deixar o medo de ir embora.

Pegarei um trem para qualquer destino.

Vou dançar ao som da harpa e das forças.

Darei asas à imaginação e sem pretensão.

Hoje, eu vou rodopiar ao som dos bandolins.

Vou sentar e ver o sol a nascer na estrada.

Eu sei que ele vai brilhar.

Ele vai brilhar.



Le Cycle

Por:Bárbara Fragoso
Je nais au coucher du soleil

Tu augmentes de long en large
Elle s'enferme en clair de lune

Nous sommes pour tout côté
Vous nous regardez changer de couleur
Ils nous laissent mourir.


Tic tac

Por: Bárbara Fragoso

Tic tac tic tac tic tac
Aquele relógio não parava de tocar...
Achava-o tão falso.

Eu já não acreditava em contos de fadas.
Eles estão aborrotados de machismo da cultura patriarcal.

Eu já não via a sinceridade.
Vasculhei tudo e não achei-a.

Eu já não acreditava em distância.
Quantas vezes estive próxima e nem me dei conta.

Muitos me falavam das horas e dos minutos.
Mas se todas as baterias acabassem e relógios pifassem,
As pessoas poderiam concordar comigo.

O tempo não existia.
Era só um tic tac tic tac...


Sacola cheia

Por: Bárbara Fragoso

Medos. Erros.
Quedas. Tropeços.
Inferno e desleixo.
Tempestades. Trovões.
Estava muito escuro.
Peguei uma sacola bem grande e joguei tudo o que atormentava.

Novos frutos e gargalhadas.
Eu queria novas lágrimas, de pura felicidade.
Arranquei aquele nó que me impedia de respirar.
Lacei a sacola. Entreguei-a ao pássaro que pertencia ao ar.

Fechei os meus olhos. A mágica pairava.

O último dó

Por: Bárbara Fragoso

Era como se as últimas notas notas estivessem baixinhas. Era pura gritaria e desespero. O vento havia parado. Eu já não dormia. Não sorria.
Os pesadelos não cessavam. Eu acompanhava de olhos abertos. Eu já não sentia. Na minha cabeça estabelecia a escuridão. Podridão.
Eu morreria? A morte era aquilo?