Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Janeiro, 2011

Brisa leve

Por: Bárbara Fragoso

Já era tarde. O relógio marcava 1h. As estrelas cintilavam no céu azul-marinho. Todos já estavam cansados e dormindo. As vizinhas resolveram deixar a fofoca para o dia seguinte. As crianças já haviam dado o beijo de "boa noite". O guarda do prédio cochilava sob o jornal do dia que se passou. As luzes ainda brilhavam no vale escuro. A menina perambulava sozinha pelas calçadas. Ela pegou o espelho e viu-se chorar.
Amanheceu. O sol batia na porta dos olhos da menina sem manhã. Ele a convidava para uma volta. Ela não sentia o peso do corpo. Viu ao seu lado um pedaço de pão e um copo de café. Alguém tocou-lhe os ombros. Ela se esquivou. Com receio, olhou para trás. Nada viu. Levantou-se rapidamente. Correu e correu. Perdeu o fôlego e abaixou a cabeça. Correu e correu. Queria descobrir quem a tocou. Se cansou e nada alcançou. Adormeceu. Não sabia ela que era a brisa amante que triscava nas suas costas.