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Confiança em pó

Por: Bárbara Fragoso

Amar?
É o que tento fazer todos os dias.
Buscar?
Destino horas.
Quanto mais procuro respostas, maior é a pilha de dúvidas à minha frente.
Roubar?

Aconteceu comigo. Foi pior que me deixar sem nenhum centavo na rua deserta e sem postes. Arrancaram violentamente o meu direito de saber toda a verdade. Ah! Aquilo me doeu. Eu guardava o potinho da confiança em local privilegiado. Chegava a ser abafado. Quando resolvi abrir para te mostrar, você soprou. Mudei de cor. Aliás, fiquei sem cor. Correram rios de mim. Em meio à tempestade de ilusão, tropecei em mim mesma. Não ia ficar caída. Estiquei o meu braço e me ergui. Sim, eu era minha melhor amiga.

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