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Mostrando postagens de Setembro, 2011

Dissonantes

Não era justo. Horas e dores. 
No frio e na madrugada, a recitar e cantarolar teus versos. 
Senti-me aprisionada em prantos. 
Não estava pronta a cuspir e esquecer tuas consoantes dissonantes.

Bárbara Fragoso 

Cúmulo

Tempestade.  Novo tabernáculo estava prestes a aparecer.
Aplausos. Chovia sensacionalismo. Especulei o espetáculo.  Cúmulo e surpresa. 
Frieza. A essência correu antes que o barco afundasse.

Bárbara Fragoso 

Gotas na xícara

Tardezinha e pensamento oculto. Sentia vontade de abraçar o que viria, mas, ao mesmo tempo, contentava-se com o velho café. Gotas pingavam na xícara. Nada de adoçante. Ficava difícil criar expectativas quando envenenavam-se as verdades.

Bárbara Fragoso