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Lembro de você, Perona

Blen blen blen. O sino tocava. Eu ainda estava no trânsito. As lágrimas corriam. Não conseguia controlar o choro. Era uma noite triste e vazia. Entrei na igreja lotada e a música dilarerava a minha alma. Muita gente. Muitos choravam. Eu não conseguia vê-lo. Pedi a Deus que me desse forças e me segurasse, pois eu precisava me despedir.

Dor. Dor de cabeça. Tempos de criança. Temperos catequéticos. Ele me ensinava matemática, filosofia, falava de Deus e de Maria. Conselhos e confissões. Eu não queria aceitar aquilo. Rosto pálido. Ele, de olhos fechados, não mais me via.

Amigo, lembro de você a cada dia.

Bárbara Fragoso 

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