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Mostrando postagens de Março, 2012

Plateia

É. Deveria estar perdendo o próprio tempo. Aliás, palavras. Palavras, as quais encheu a boca para vomitá-las. Aliás, encheu a folha para escrevê-las. Fechou os olhos para imaginar cada sentido que elas poderiam trazer. Agora, restam estragos. 
Trago-me e, diante de mim, perco-me. Faço da minha cara um circo. Nego-me, diversas vezes, ser plateia de mim mesma, mesmo sabendo que não deveria abrir mão de me assistir. Assusto-me.

Bárbara Fragoso 

Devidos olhos

Olhos que não são de vidro
Devidos olhos vividos Vívidos olhos vi Vi nossas vidas juntas ali
Vidros não quebravam-se como outrora. Só não era eu a autora. Eu e tu. Juntos, definíamos as cores dos contos  Contávamos risos e ríamos sem descontos
Em ti, depositei meus cacos mais lúcidos, Calculei as nossas demoras. Demoro-me em ti.  Cautelosamente, moramo-nos. Amamo-nos.

Bárbara Fragoso