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Mostrando postagens de Maio, 2013

Sem fantasmas

Confessara, sem ar obsoleto e fantasmas, que o coração dele fizera parte dos pertences dela. Encheu-se de si e de coragem, ao responder-lhe à altura: "E como te dizer que essa sintonia já e capaz de encher-me de paz? Calo-me e, aos poucos, escuto o que o coração me fala de mansinho. O volume é tão baixo que preciso me desligar do que se passa. Dou alguns passos. Preciso pegar um copo de vidro e escorá-lo na parede do peito. Eis que já consigo escutá-lo. Tum tum. Tum tum."

Bárbara Fragoso

À Pandora

Frajola, menina letrada.
De longe, sagaz, soberba e centrada.
Aproximo-me de ti
E a vejo lindamente desvairada.

Frajola, mulher Bárbara.
És sonho, insônia, piadas enfadonhas.
E como não rir de ti, ou para ti?
Sentar-me-ei a cantar ao violão.

Com este sim, quando afinado.
Dar-te-ei pobres melodias
contudo, carregadas de inspiração
Inspira, ação.