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Sem fantasmas

Confessara, sem ar obsoleto e fantasmas, que o coração dele fizera parte dos pertences dela. Encheu-se de si e de coragem, ao responder-lhe à altura: "E como te dizer que essa sintonia já e capaz de encher-me de paz? Calo-me e, aos poucos, escuto o que o coração me fala de mansinho. O volume é tão baixo que preciso me desligar do que se passa. Dou alguns passos. Preciso pegar um copo de vidro e escorá-lo na parede do peito. Eis que já consigo escutá-lo. Tum tum. Tum tum."

Bárbara Fragoso  

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