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Mostrando postagens de Novembro, 2013

Esta es la juventud del Papa!

Texto e fotos: Bárbara Fragoso 

Arrisco-me escrever sobre a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Risco tudo o que escrevi e tento começar novamente. Não é fácil colocar no papel a infinidade de sensações e experiências que eu e milhares de peregrinos do mundo inteiro vivemos. Foram dias lindos, que podem ser lidos de diversas formas. Cada um de nós tem diversas histórias para contar. E, também, não é porque o Papa não está mais no Brasil que a JMJ acabou. A Jornada é o início das constantes transformações na vida de muitos jovens, inclusive na minha. 


Segunda-feira, 22 de julho de 2013. A previsão era de que Francisco chegaria, às 17h, no centro do Rio de Janeiro. Uma mala no ombro e outra na mão. Com pressa, eu e a minha irmã Bianca descíamos a caminho do ponto de ônibus, na praia de Copacabana. O relógio marcava 15h e pouco. Os ponteiros corriam. “Moça, precisamos ir à Catedral de São Sebastião. Você sabe em qual parada devemos descer?”, perguntamos à carioca que estava sentada no fi…

Caixa Postal

Oi, amiga de Clarice,
Aqui é a Menina sem manhã. Hoje, o nosso contato vem por causa da dor. A tua dor e a minha por causa do amor. Gostaria te contar uma história. Fique à vontade para ouvir. Se não quiser, eu te entendo.
Há uma verdade que me corrói todos os dias. Ela tira a minha paz e me faz morrer todo segundo. Há uma verdade que não quero acreditar. Ela suga as minhas forças e me faz pensar que o que vivi não passa de ilusão. Olhos insanos que mentiram para mim. Não sei se a maior mentira foi a dos meus olhos, ou da frieza de outros olhos claros que amei.
O voo atrasou. Eu chegaria à Normandie, na França, por volta da meia-noite. Enquanto esperava pelo embarque, na sexta-feira, ele me ligou. Desejou boa viagem e me avisou que passaria o feriado com os primos e amigos. Não reclamei e preferi não pensar demais.
Dois meses se passaram. Enquanto virava de um lado para o outro na cama, em uma das minhas crises de insônia, não acendi o abajur. Eram quatro e meia da manhã. Uma voz, que s…